Duas questões fortes estão a ser aqui debatidas: o interaccionismo simbólico de Mead e as teorias comunicacionais da Escola de Palo Alto.
Agrada-me esta abordagem interaccionista. Num dos aspectos mais complexos da actividade humana, esta abordagem convence-me e é-me útil.
O facto de sermos capazes de agir por acção mútua, e de podemos influenciar tanto quanto somos influenciados, fascina-me até.
O interaccionismo simbólico, e Palo Alto, complementam e conforta-me, de alguma maneira, no que me convencera na Análise Transaccional de Eric Berne (a AT) e até na análise do Jogo de Actores de Tennière-Buchot.
A Escola de Palo Alto, iniciada em 1942, teve como fundador Gregory Bateson e tem como axiomas: 1) Não se pode não comunicar; (2) Qualquer comunicação caracteriza-se não só por um conteúdo como também por uma relação; (3) Aspecto de conteúdo e aspecto de relação, é uma metacomunicação; (4) A natureza de uma relação está na contingência da pontuação das sequências comuncacionais entre comunicantes; (5) os seres humanos comunicam digital e analogicamente
Esta interacção permanente agrada-me, também, pelo facto nos levar a produzir socialmente, influenciando e tendo em conta os outros.
Em alguns aspectos – ao contrariar a ideia de passividade e de determinismo -, ela aproxima-se da abordagem prospectiva de proactividade de Michel Godet ( Godet, 2011), que considera que o futuro é fruto da vontade, das circunstâncias e do acaso. Também a expressão de Ortega Y Gasset “eu sou eu e minhas circunstância”.
Webgrafia e bibliografia
http://www.slideshare.net/mscabral/interaccionismo-simblico-e-escola-de-palo-alto
Godet, M.(2011). A prospectiva estratégica para as empresas e os territórios. Paris: Unesco e Dunod consultável em www.laprospective.fr
Griffin, E. (2006). A First Look at Communication Theory. McGraw-Hill (6ª ed.) http://www.afirstlook.com/main.cfm
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