sexta-feira, 15 de julho de 2011

Relações Interpessoais




Nas Relações Interpessoais, podemos destacar alguns conceitos chave que o grupo, ao longo do estudo da abordagem,  colocou em debate, tais como afiliação, aceitação, reciprocidade, interdependência e rejeição, que a Isabel Fernandes  considera fazerem “parte do nosso quotidiano, quer na vida pessoal, quer na vida profissional, ainda que nem sempre estejamos despertos para eles
A afiliação, no contributo da Sandra Simplício, é uma característica da espécie humana enquanto espécie gregária que procura a companhia de outros membros da espécie criando melhores condições de sobrevivência e adaptação ao meio.
Segundo Huertas (2006), citado pela Alzira Mendes, a afiliação é “a predisposição social dos seres humanos para o convívio uns com os outros , o que se reveste de importância significativa pois a convivência em grupo melhora a identidade pessoal, bem como ajuda a definir os próprios interesses pessoais. Este autor refere ainda que é no grupo que se constroem e formam os processos psíquicos do ser humano”.
A aceitação, na opinião indicado pela Isabel Abelheira, onde me revejo, citando Del Prette, é a “firme disposição de reconhecer o outro tal como ele é, respeitando as diferenças percebidas, assumindo que qualquer objectivo de mudança deve passar pelo crivo de ambas as pessoas em interacção”. Isabel considera que a aceitação opõe-se à intolerância e constitui-se como um elemento importante da convivência, sendo a base de uma relação baseada no respeito mútuo. A aceitação relaciona-se com a reciprocidade, que consiste "na maior garantia de exercício do direito de cada um ser como é, praticar a sua cultura e ter os seus valores, divulgando-os e defendendo-os. A aceitação predispõe a olhar e a ouvir"
A reciprocidade, como a Isabel Pestana sublinha, refere-se a responder a uma acção positiva com outra acção positiva, e responder a uma acção negativa com outra negativa. Acções recíprocas positivas diferenciam-se de acções altruístas visto que ocorrem somente como decorrência de outras acções positivas. As acções recíprocas ajudam a explicar a manutenção de normas sociais
A interdependência está associada à necessidade de filiação, desejabilidade social, atracção interpessoal, etc. Enquanto possuidor de capacidades de auto-organização e auto renovação, o Homem mantém uma troca contínua com o ambiente
A rejeição, na opinião da Ana Cristina Louro, “está relacionada com a discriminação, isto é, com o comportamento negativo em relação a membros de um grupo específico”.

Para além destas opiniões de colegas durante o debate, aprecio em particular, o texto de Del Prette ( Del Prette, 2007) sobre alguns considerandos aspectos, em psicologia das relações interpessoais, intitulado “vivências para o trabalho em grupo”, onde os autores, Almir e Zilda Del Prette. Neste texto muito interessante, a abordagem sistémica das Relações Interpessoais é sublinhada, sublinhando-se como subsistema “ a tríade pensamento – sentimento - acção” e colocando-se na reflexão a importância da inteligência múltipla, em particular a inteligência emocional. Este texto traz-me uma grelha de análise para um certo número de situações práticas do meu dia-a-dia.


Webgrafia e bibliografia
Siqueira, M.M.M. Esquema mental de reciprocidade e influências sobre afetividade no trabalho. Estud. psicol. (Natal). 2005, vol.10, n.1 pp. 83-93 Recuperado em 2011-03-20 de http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-294X2005000100010&lng=en&nrm=iso
DEL PRETTE, A.D. e Z.A.P. DEL PRETTE (2007), Psicologia das Relações Interpessoais, Petrópolis, Vozes

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