A primeira e mais marcante sensação que me fica, a propósito do estudo e reflexão sobre o conflito na Escola e bullying, é o de um magnífico trabalho em equipa, com os meus colegas, a Cidália Guita, a Conceição Pires, o Manuel Rodrigues, a Maria Cruz e a Sandra Simplício. Este grupo produziu um trabalho que coloca, logo à partida: “ Na sociedade actual, um dos maiores desafios que a escola enfrenta prende-se com a emergência de situações de conflito, resultante da diversidade/heterogeneidade do público a que se destina, consequência do processo de democratização do sistema de ensino.
No entanto, o que se tem assistido nos últimos tempos é que a escola tem sido alvo de uma leitura que realça os acontecimentos de indisciplina e violência a que os seus agentes são sujeitos, procurando vítimas ou agressores, comprometendo o seu papel educativo e formativo.
Neste sentido, importa contextualizar os processos que determinam o conflito escolar, bem como reflectir sobre diferentes formas de análise do mesmo, no sentido de se promover o desenvolvimento dos diferentes agentes que constituem a comunidade escolar."
O tema é delicado.
É um fenómeno social grave, difícil, que devemos ter em atenção. O conflito, com características diferentes, é certo, do bullying, que ainda é muito mais grave, provoca insucessos de vida, mal-estar e esgota-nos, sem que se produza socialmente nada de positivo.
Mas o conflito, e o bullying, são, muitas vezes, a parte visivel de um iceberg, encontrando-se escondidos muitos outros problemas, que não sendo tratados levam ao insucesso.
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